O clima esquentou no futebol mundial. Como se não bastasse a guerra aberta em andamento entre as duas maiores organizações do esporte mais popular do planeta, agora há um ultimato na mesa. A UEFA declarou neste sábado que exige a renúncia de Gianni Infantino à presidência da FIFA ou poderá adotar outras medidas.
De acordo com o Telegraph, a entidade europeia não pretende deixar impune essa tentativa de vender o futebol e já “pede a cabeça” do presidente da FIFA, seja por meio de uma renúncia, seja por uma reunião de emergência para destituí-lo.
E a UEFA, segundo a publicação, nem sequer precisa do apoio de todas as 55 federações-membro para convocar uma reunião de voto de desconfiança, na qual seria decidida a permanência ou a saída de Gianni Infantino.
Para solicitar essa reunião entre as diferentes federações, são necessários apenas 43 membros apoiando a iniciativa. Por isso, ela pode acontecer facilmente, já que as 55 federações apoiaram o boicote às competições da FIFA caso a proposta de vender os direitos comerciais das Copas do Mundo a investidores privados avançasse.
UEFA divulga comunicado e fala em “falta de confiança” no presidente da FIFA
Depois da notícia, divulgada durante a madrugada, de que o plano da FIFA e de Gianni Infantino de vender a Copa do Mundo a investidores privados havia sido abandonado, a UEFA voltou a fazer duras críticas à direção da entidade que administra o futebol mundial, em um comunicado que pediu… mais consequências.
“Não podemos continuar assim, com esquemas secretos realizados em ritmo acelerado, arquitetados por indivíduos anônimos e cujos benefícios para o esporte são duvidosos. Temos de identificar os responsáveis e exigir que prestem contas”, afirmou a entidade em nota oficial.
A organização que administra o futebol europeu afirmou que Gianni Infantino “não apenas perdeu a confiança da UEFA, mas também a de muitos outros membros da família do futebol”, além de relembrar promessas feitas pelo presidente da FIFA em 2016.
“Quando Gianni Infantino pediu a confiança e os votos das federações-membro da FIFA para ser eleito presidente em 2016, afirmou: ‘É claro que temos de ser transparentes. Fui assim nos últimos 15 anos da minha vida na UEFA. Vocês terão de desempenhar um papel diário na vida da FIFA'”, lembrou a UEFA.
Na ocasião, Infantino também teria dito às partes interessadas presentes: “O dinheiro da FIFA é o seu dinheiro. Não é o dinheiro do presidente da FIFA. É o seu dinheiro. Vocês são as federações nacionais, e o dinheiro da FIFA deve servir para o desenvolvimento do futebol e para nada mais”.
Na sequência, a UEFA afirma que as promessas feitas não foram cumpridas e fala em um “acordo mesquinho feito nos bastidores”, que estaria “longe de ser transparente”. Além disso, a entidade lembra que existem reservas superiores a 5 bilhões de euros que não foram utilizadas para beneficiar as associações e o desenvolvimento do futebol.
“Temos de começar a utilizar parte desse dinheiro que está parado na conta bancária da FIFA para dar o impulso inicial de que as bases do futebol e o futebol em geral precisam em cada um dos 211 países da FIFA. Mas não precisamos vender os bens mais valiosos da família para pagar por isso”, afirmou a UEFA, em referência ao já existente programa FIFA Forward.
“Mas isso não pode ser o fim da história. A proposta já foi apresentada. A tarefa de restabelecer a confiança na FIFA apenas começou”, concluiu a entidade que administra o futebol europeu.
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Fonte: Notícias ao Minuto


