O deputado federal e senador eleito por Alagoas Arthur Lira (PP) classificou como uma “mancha sem precedentes” a decisão de ampliar a votação do segundo turno até as 19h neste domingo (25).
Em entrevista à VEJA+TV, o ex-presidente da Câmara criticou a medida do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cobrou um posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Lira afirmou que a divulgação de resultados parciais enquanto ainda havia possibilidade de receber votos poderia influenciar eleitores. O parlamentar também questionou a legalidade da decisão individual de Zanin.
“O TSE tem que ter maturidade e responsabilidade e tomar posição definitiva”, declarou.
Durante a entrevista, Lira lembrou que um pedido de ampliação do horário de votação foi rejeitado em 2022.
Prorrogação ficou restrita às seções abertas
Zanin determinou a extensão do recebimento dos votos após um pedido da coligação do presidente Lula (PT), que denunciou dificuldades no transporte de eleitores.
Posteriormente, o ministro e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, esclareceram que a votação deveria continuar até as 19h, no horário de Brasília, apenas nas seções onde as urnas permaneciam abertas.
A orientação não determinou a reabertura dos equipamentos já encerrados. Os votos registrados nessas urnas seriam computados e totalizados.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu a ampliação do horário em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, citando problemas provocados pelas chuvas.
Texto: Cada Minuto. Publicado originalmente em Cada Minuto.

