(UOL/FOLHAPRESS) – José Martínez se manifestou publicamente pela primeira vez após permanecer na Venezuela e não se reapresentar ao Corinthians desde o início da temporada.
O volante afirmou que ainda não conseguiu renovar o passaporte e atribuiu o atraso à crise política no país, mencionando a ruptura no governo venezuelano após ações dos Estados Unidos e a captura de Nicolás Maduro. Segundo ele, a situação dificultou o acesso a serviços básicos prestados pelos órgãos oficiais.
“Isso, é claro, dificulta o acesso a serviços básicos prestados pelos órgãos da Venezuela, o que vem atrasando a possibilidade de renovação do meu passaporte”, afirmou Martínez, em nota divulgada nas redes sociais.
O jogador destacou que o documento é essencial para seguir defendendo o Corinthians, já que, além de permitir viagens internacionais, o passaporte é necessário para manter válido o visto de trabalho no Brasil.
Martínez declarou ainda que a comissão técnica e a diretoria do clube têm conhecimento de todas as providências que ele vem tomando enquanto permanece na Venezuela. Nos bastidores, porém, a ausência do atleta gerou incômodo. O UOL apurou que o técnico Dorival Júnior ficou irritado com a falta de resposta do jogador a mensagens enviadas durante o período.
Após o empate por 1 a 1 com o São Paulo, Dorival comentou a situação e indicou que o atleta precisará se reintegrar ao elenco. “Ele precisará buscar uma recuperação dentro do próprio grupo para ter uma melhor condição”, afirmou o treinador.
O Corinthians já definiu uma punição ao volante. Segundo o colunista Samir Carvalho, do UOL, o clube aplicará multa equivalente a 40% do salário do jogador quando ele retornar.
Martínez ainda não atuou em 2026. Campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista pelo Corinthians em 2025, o volante recebeu um cronograma de treinos para cumprir à distância. O clube, no entanto, admite dificuldades para monitorar se as atividades estão sendo realizadas corretamente.
Fonte: Notícias ao Minuto


