SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Julio Casares anunciou nesta quarta-feira (21) sua renúncia do cargo de presidente do São Paulo. Ele já havia sido retirado do cargo pelo Conselho Deliberativo e se antecipou à votação dos sócios do clube, que definiria seu afastamento definitivo ou o retorno à cadeira presidencial.
O anúncio se dá no dia de uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra um suposto esquema de venda ilegal de camarotes no estádio do Morumbi.
A 3ª DPPC (Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra três investigados, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública).
Os alvos eram Douglas Schwartzmann, que atuou como diretor-adjunto de futebol de base, Mara Casares, que era diretora feminina, cultural e de eventos, e Rita de Cássia Adriana Prado, que teria atuado como intermediária.
Foram encontrados na casa de Mara Casares R$ 20 mil em espécie, “farta documentação” e um computador. Ela é ex-mulher de Julio Casares, presidente afastado do clube.
Em nota, a defesa de Mara disse que ela foi “surpreendida com o cumprimento de medida cautelar de busca e apreensão em sua residência”, apontou que ela “mantém a sua postura irrestrita de colaborar amplamente para a elucidação dos fatos perquiridos” e disse que “a lisura de seus atos será comprovada ao longo da investigação policial”.
A polícia não encontrou Douglas Schwartzmann, que está fora do país. Os filhos dele receberam os policiais.
Os advogados de Schwartzmann criticaram a operação: “A busca realizada na presente data –justamente quando as autoridades tinham prévia ciência de que Douglas estaria fora do país– tem a finalidade única de constrangê-lo, uma vez que tal medida foi totalmente inócua”.
Renata Adriana não foi encontrada em seu endereço. Seus filhos informaram que ela mora atualmente em outro endereço. No local, porém, a polícia diz ter apreendido anotações de interesse da investigação.
Procurado, o São Paulo disse que “é vítima neste caso e vai contribuir com as autoridades na investigação”.
Fonte: Notícias ao Minuto


