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Chuvas do verão causam R$ 3,8 bilhões em prejuízos e 107 mortes em 702 Municípios – AMA

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O verão terminou na última sexta-feira, 20 de março, deixando um rastro de destruição em todo o país. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que o excesso de chuvas provocou prejuízos de R$ 3,8 bilhões e resultou em 1.084 decretos de situação de anormalidade, registrados em 702 Municípios brasileiros. As ocorrências incluem inundações, enxurradas, alagamentos, deslizamentos e colapso de edificações, com impactos severos sobre a população, a infraestrutura pública e a economia local.

Esse volume de decretos explica-se pelo fato de um município poder ser afetado por desastres por mais de uma vez ao longo do ano. O levantamento revela ainda um crescimento de 50% em comparação ao verão passado, que saltou de 722 decretos no verão passado para 1.084 decretos registrados neste verão de 2025/2026. Apesar disso, os prejuízos financeiros ficaram em R$ 3,8 bilhões, pois os Municípios afetados ainda estão em campo avaliando os danos e prejuízos. Isso demonstra que, embora mais Municípios tenham decretado situação de anormalidade, os danos econômicos ainda seguem em consolidação e podem variar conforme a atualização dos registros.

O levantamento da CNM mostra que, entre 21 de dezembro de 2025 a 20 de março de 2026, que dos prejuízos de R$ 3,8 bilhões, cerca de R$ 2 bilhões correspondem a prejuízos aos cofres públicos municipais, R$ 1,5 bilhão concentram-se em perdas no setor privado, que inclui agricultura, pecuária, indústria e comércio e por fim, R$ 365,1 milhões referem-se ao setor habitacional, com 43,7 mil moradias danificadas ou destruídas.

Entre os Municípios com os maiores prejuízos econômicos e financeiros estão Ubá (MG), com R$ 313,7 milhões; Massaranduba (SC), com R$ 179,7 milhões; Santa Carmem (MT), com R$ 171,9 milhões; Cândido Godói (RS), com R$ 137,3 milhões; e Sabará (MG), com R$ 113,5 milhões.

Além dos impactos econômicos e financeiros, os danos humanos também chamam a atenção: 3,5 milhões de pessoas foram afetadas pelas chuvas em todo o país. Desse total, 14 mil ficaram desabrigadas, 120,3 mil foram desalojadas e 107 perderam a vida. As mortes se concentraram principalmente nos Municípios mineiros de Juiz de Fora, com 65 óbitos, e em Ubá, com 8 registros.

A CNM destaca que, embora os prejuízos deste verão represente redução em relação ao período anterior, o número de mortes cresceu de forma alarmante. No verão passado, foram registradas 67 mortes; neste ano, o total chegou a 107, o que representa um aumento de quase 60%. A entidade reforça ainda que os Municípios seguem contabilizando os danos e prejuízos provocados pelas chuvas, o que indica que os números podem ser ainda maiores nas próximas atualizações.

Os dados foram extraídos da plataforma Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), com base nos decretos municipais de situação de anormalidade. Em relação às mortes, diante de situações específicas e da gravidade dos desastres, a CNM também solicita informações complementares às defesas civis estaduais.

Como solicitar apoio?
A entidade se solidariza com todos os Municípios atingidos pelo excesso de chuvas, em especial com os mineiros Juiz de Fora e Ubá, e reforça orientações técnicas aos gestores que necessitem solicitar assistência humanitária e recursos federais para ações de resposta, recuperação e reconstrução das áreas afetadas.

Em situações de desastre, a recomendação é que os gestores acionem imediatamente as defesas civis estaduais e a União para solicitar apoio nas ações de socorro e assistência humanitária à população atingida, além de providenciar a decretação municipal e a avaliação dos danos e prejuízos.

Também é fundamental solicitar o reconhecimento federal da situação de anormalidade diretamente pelo S2iD. Na plataforma, deve ser inserido o plano de trabalho para formalizar o pedido de recursos destinados a ações de resposta, como distribuição de água, colchões e cestas básicas, além da execução de obras emergenciais, como reconstrução de pontes, recuperação de vias, limpeza urbana e manutenção de sistemas de drenagem.

A CNM alerta ainda que a Lei 12.608/2012 estabelece que União, Estados, Distrito Federal e Municípios devem atuar de forma articulada para reduzir os riscos de desastres. Sem essa integração, os governos locais não terão condições de enfrentar sozinhos a gestão de riscos e o gerenciamento de desastres necessários para proteger a população.

Conclima
Diante desse cenário, a CNM lidera a criação do Consórcio Nacional para Gestão Climática e Prevenção de Desastres (Conclima), iniciativa que busca fortalecer a atuação dos Municípios na prevenção e na resposta a desastres, além de apoiar a adaptação às mudanças do clima. O Conclima oferecerá suporte técnico aos entes locais na elaboração de planos, na estruturação de estratégias de prevenção e na captação de recursos, promovendo mais sustentabilidade, segurança e resiliência para os Municípios consorciados. Conheça o Protocolo de Intenções e faça parte. Saiba mais: conclima.org.br

Da Agência CNM de Notícias



Fonte: AMA

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