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Árbitro impedido de entrar nos EUA vai receber ‘presente’ da FIFA

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Depois da decepção, uma tentativa de reparação. A imprensa inglesa informou neste domingo que Omar Artan, árbitro somali que foi impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar em partidas da Copa do Mundo de 2026, receberá da FIFA o valor integral que ganharia durante a competição.

A informação foi divulgada pela BBC Sport, que destacou que o árbitro ainda não sabe exatamente quanto receberá, já que os pagamentos variam de acordo com o avanço das seleções ao longo do torneio.

Omar Artan já havia recebido apoio da FIFA para retornar ao seu país sem custos próprios. Isso aconteceu depois que o presidente da entidade, Gianni Infantino, lamentou o ocorrido e afirmou que a FIFA não tinha poder para intervir na decisão das autoridades americanas e permitir a participação do árbitro no Mundial.

Vale lembrar que Artan comandou a equipe de arbitragem da final da Liga dos Campeões da África na temporada recém-encerrada e foi eleito o melhor árbitro da Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.

Além de receber integralmente o valor da Copa do Mundo…

A UEFA anunciou, por meio de comunicado divulgado em seus canais oficiais nesta quinta-feira, que Omar Abdulkadir Artan foi escolhido para apitar a Supercopa da UEFA entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, marcada para o dia 12 de agosto, na Red Bull Arena, em Salzburgo, na Áustria.

A nomeação do árbitro somali para o confronto entre os campeões da Liga dos Campeões e da Liga Europa acontece poucos dias após ele ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos para participar da Copa do Mundo, sob a alegação de uma suposta “associação com indivíduos suspeitos de pertencerem a organizações terroristas”.

A indicação também ocorre pouco mais de 24 horas após Artan relatar ao jornal The New York Times que foi interrogado durante 11 horas no Aeroporto Internacional de Miami antes de ser detido e colocado em um voo de volta para Istambul, na Turquia, sem receber qualquer explicação oficial.

“Estou muito, muito decepcionado. Sou apenas um árbitro tentando realizar o sonho da minha vida, que é participar de uma Copa do Mundo”, lamentou o juiz nascido em Mogadíscio, na Somália. Ele afirmou ainda que possuía toda a documentação necessária, incluindo o visto adequado para entrar nos Estados Unidos.

“Acho que eles têm um problema com o meu país”, desabafou.

Segundo o jornal americano, uma lista de sanções elaborada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos contém o nome de uma pessoa com nome semelhante ao do árbitro, supostamente ligada ao grupo extremista somali Al-Shabaab. De acordo com a publicação, Artan foi questionado diversas vezes sobre essa possível associação durante o interrogatório.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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