O brasileiro Will Santana enfrentou condições extremas ao surfar uma onda gigante em Nazaré, Portugal, durante a passagem da tempestade Ingrid pela Europa. O episódio ocorreu neste sábado e foi marcado por ondas que ultrapassaram os 25 metros de altura, ventos intensos e um mar extremamente agitado. O fenômeno, associado a um ciclone, aumentou de forma significativa os riscos para quem se aventurou no mar naquela região.
Especialista em ondas gigantes, Will relatou as dificuldades encontradas durante a sessão. “As condições estavam muito desafiadoras, com muito vento e o mar bastante desorganizado. São situações que exigem respeito absoluto pela natureza”, afirmou o surfista.
A tempestade Ingrid causou diversos transtornos em países europeus, especialmente na Itália, onde o avanço do mar atingiu áreas costeiras, estradas e residências. Em Portugal, o impacto foi mais intenso na região de Nazaré, considerada um dos principais palcos do surfe de ondas grandes no mundo. Além das ondas gigantes, os atletas tiveram que lidar com correntes fortes, rajadas de vento e um mar instável.
Will reforçou que a prática do surfe em situações como essa exige consciência e preparo. “Não é sobre desafiar a natureza, mas saber conviver com ela e entender o risco”, completou.
Mesmo diante do cenário adverso, o brasileiro entrou no mar e conseguiu surfar uma das ondas formadas pela tempestade, demonstrando alto nível de preparo técnico e mental. Will Santana viaja por diferentes partes do mundo em busca dos maiores swells e integra o grupo de surfistas que enfrentam algumas das condições mais extremas da modalidade, sempre com planejamento rigoroso.
Em fevereiro de 2025, Will viveu outro momento tenso em Nazaré, ao lado de Daniel Rangel, quando ambos foram “engolidos” por uma onda gigante, abandonaram o jet-ski e precisaram ser resgatados em meio à espuma. Apesar de saírem ilesos, o susto foi grande.
O incidente começou quando Will tentou surfar uma onda próxima ao canhão de Nazaré, mas não conseguiu ganhar velocidade suficiente e acabou caindo. Daniel Rangel, que o acompanhava de jet-ski, entrou rapidamente na área de risco para resgatá-lo.
“Foi muito assustador. Voltei para casa e fiquei passando muito ‘perrengue’ para conseguir dormir, com dor de cabeça, dores no corpo inteiro”, disse Will, em entrevista ao Esporte Espetacular em 2025.
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Fonte: Notícias ao Minuto


