(UOL/FOLHAPRESS) – Embora tenha 100% de aproveitamento no Campeonato Paulista, o Palmeiras ainda não deslanchou ofensivamente na competição. As três vitórias da equipe foram todas por 1 a 0, e a baixa eficiência no ataque — problema que já havia marcado a temporada de 2025 — segue como um desafio a ser resolvido em 2026.
Muitos chutes, poucos gols
Somando as três partidas disputadas no Paulistão, o Palmeiras finalizou 34 vezes e balançou as redes apenas três vezes. As vitórias sobre Portuguesa, Santos e Mirassol vieram sempre pelo placar mínimo.
Contra o Mirassol, foram 12 finalizações, cinco delas no gol, além de uma chance clara desperdiçada por Vitor Roque. Coube a Flaco López, que saiu do banco, marcar o gol decisivo.
“Podíamos ter feito dois ou três gols. Tivemos quatro oportunidades claras. Houve uma jogada belíssima em que o Vitor Roque, se tivesse um pouquinho mais de calma — e isso vai acontecer com o tempo, conforme ele se sentir melhor fisicamente — poderia ter aberto o placar. É continuar nesse caminho, sabendo que ainda há muito pela frente e fazendo o mesmo cada vez melhor”, afirmou o técnico Abel Ferreira após a partida.
No jogo em que menos produziu ofensivamente, diante do Santos, o Palmeiras finalizou apenas seis vezes. Já contra a Portuguesa, o time foi superior e tentou 16 chutes.
A dificuldade para transformar chances em gols não é novidade para Abel Ferreira. Em 2025, mesmo em partidas vencidas, o número de oportunidades desperdiçadas chamou atenção.
Apesar de a dupla Flaco López e Vitor Roque ter somado 45 gols na última temporada, o Alviverde não conquistou títulos. Os gols perdidos, seja pela dupla ou por outros atacantes, acabaram fazendo falta.
“Você acha que os jogadores erram de propósito? Ou que o treinador diz: ‘Olha, falha essa bola. Roque, não faz essa, domina’? É continuar trabalhando, não há outro caminho. O que me preocupa é quando a equipe não cria, porque isso é responsabilidade do treinador. A parte tática é do treinador, mas as decisões técnicas são dos jogadores. Se vai dominar, cruzar ou tabelar, isso é do jogador, que será sempre o maior protagonista”, disse Abel.
Problema não deve ter solução imediata
A situação fica ainda mais delicada com a lesão de Vitor Roque, que deixou o jogo contra o Mirassol com dores no joelho direito. Ainda não há prazo definido para o retorno do atacante, e, no curto prazo, Abel deve contar apenas com Flaco López como referência ofensiva. Bruno Rodrigues, Allan e Sosa aparecem como alternativas.
Além do possível desfalque do camisa 9, o Palmeiras pode perder outras opções no setor ofensivo. Facundo Torres tem negociações avançadas para deixar o clube e Luighi desperta interesse do Atlético-MG. Facundo, inclusive, também se recupera de uma lesão na coxa esquerda.
Até o momento, o único reforço anunciado pelo Palmeiras foi para o meio-campo, com a chegada de Marlon Freitas. Abel também promoveu jovens da base, como Riquelme Fillipi e Erick Belé, que podem ajudar no ataque, embora o treinador evite colocar pressão sobre os garotos. Outro nome visto internamente como reforço é Paulinho, que segue em recuperação de uma cirurgia na perna direita.
Abel não garantiu reposição imediata caso Facundo Torres deixe o clube, mas o Palmeiras monitora nomes como Jhon Arias e Almada. As negociações, no entanto, são consideradas difíceis. Arias tem cláusula de preferência do Fluminense em caso de retorno ao Brasil, enquanto Almada tem alto custo no Atlético de Madrid, o que exigiria um esforço financeiro significativo para viabilizar a contratação.
Fonte: Notícias ao Minuto


